1 de Dezembro

       Hoje é feriado em todo o país, pois comemora-se os 370 anos da revolta contra a tentativa de anulação da independência do Reino Unido por parte da dinastia filipina, do que resultou a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança - Restauração da Independência.

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Cor

       Conceito de cor
Fig.1 Reflexão de diferentes
cores no olho humano.
       A cor está presente na nossa vida em tudo que nos rodeia e, é constantemente apreendida e assimilada por todos nós, conferindo realismo aos objectos ao transmitir informações sobre as condições de iluminação e de forma, destacando os seus contornos. Deste modo, é possível visualizar com distinção cada objecto, uma vez que a cor é um dos seus atributos.
       O conceito de cor pode ser entendido como uma percepção visual provocada pela acção de um feixe de luz que pode ser emitido, difundido ou reflectido pelos objectos sobre a retina do olho. Ao ser transmitida a informação ás células especializadas da retina, ela sofre um pré-processamento no nervo óptico que será recebida pelo sistema nervoso, sob forma de impressões.
      
       Como determinar a cor de um objecto
Fig.2 Espectro electromagnético -
representação das cores na zona do visível.
       Um objecto possui uma determinada cor se este absorver as frequências das restantes cores que não lhe pertencem, ou seja, como a cor está relacionada com as diferentes frequências do espectro electromagnético, o objecto terá uma determinada cor de acordo com as frequências de cor que as suas moléculas reflectem.


       Tipos de cor
Fig.3 Representação das cores
primárias e secundárias.
       Existem uma infinidade de cores distintas à nossa volta, no entanto, são apenas classificadas em dois tipos: cores primárias - vermelho, amarelo e azul; e cores secundárias - laranja, verde e violeta.
       Como a visão humana é tricromática, é apenas usado um conjunto de três cores, surgindo assim as cores primárias. Estas são denominadas primárias pois a "soma" das três cores produz o branco e, ao serem combinadas duas a duas, criam uma outra gama de cores, dando origem ás cores secundárias.
       Sendo assim, obtemos a cor violeta se misturarmos a cor vermelha com a azul; obtemos a cor laranja ao misturar a cor vermelha com a amarela; e obtemos a cor verde com a mistura da cor amarela e azul, como podemos ver na figura 4.
Fig.4 Origem das cores secundárias.
       Cada cor tem o seu próprio nome, no entanto, todos nós vemos as cores de maneira diferente pois avaliamo-las de forma subjectiva. Por este motivo, a reprodução da cor real quer em papel ou em formato digital torna-se uma tarefa complicada. Para haver uma maior aproximação entre a cor real e a cor reproduzida em formato digital, foram criados os modelos de cor. Estes fornecem uma forma de traduzir as cores em dados numéricos, tornando consistente as suas descrições.

         Modelos de cor
Fig.5 Representação de um
diagrama de cores.
       O sistema que é utilizado para organizar e definir as cores seguindo um conjunto de propriedades básicas de modo a serem reproduzíveis em formato digital designa-se modelo de cor. Cada modelo de cores apresenta uma gama de cores, que é um conjunto de todas as cores que completa esse modelo. Existem diversos modelos de cor, nesta mensagem vão ser destacados apenas os modelos RGB, CMYK, HSV, YUV e o modelo LAB.




Fig.6 Sistema aditivo de cores
do modelo de cor RGB.
       Modelo RGB - a sigla "RGB" significa "Red, Green and Blue", ou seja, neste modelo são utilizadas as cores vermelha, verde e azul, uma vez que a mistura destas cores representam a maior parte as restantes cores do espectro electromagnético. Este sistema tri-cromático é usado para a criação de cores num monitor, pois este, ao emitir três raios de luz com diferentes intensidades, cria diversas cores pois estes iluminam o material que reveste a parte interna do monitor de cor vermelha, verde e azul. Estas cores são consideradas aditivas pois quando se misturam criam a cor branca (Fig.6). Este sistema apresenta uma desvantagem, pois é dependente do tipo de dispositivo, ou seja, a alteração do tipo de dispositivo, por exemplo de um scanner para um monitor, pode originar mudanças na exibição da cor inicial.


Fig.7 Sistema subtractico de cores
do modelo de cor CMYK.
       Modelo CMYK - a sigla "CMYK" significa "Cyan, Magenta, Yellow and blacK", ou seja, neste modelo são utilizadas as cores ciano, magenta, amarelo e preto, uma vez que este sistema funciona devido à absorção da luz e é utilizado na impressão de imagens com um tom contínuo. Ao contrário do sistema anteriormente referido, este sistema é subtractivo e é também denominado por quadricromia, uma vez que o seu espectro é reproduzido pela decomposição das três cores primárias juntamente com a cor preta (Fig.7). As cores são descritas por este modelo sob forma de percentagem, variando entre 0% e 100%, em que as percentagens mais elevadas correspondem a cores mais escuras devido a uma maior absorção da luz.


Fig.8 Representação do modelo HSV através
de um sistema de cores circular.
       Modelo HSV - este sistema baseia-se na percepção humana das cores, uma vez que o seu esquema de cores é descrito de forma intuitiva, através dos parâmetros tonalidade ("Heu"), saturação ("Saturation") e brilho ("Value") tal como a visão humana, dando origem á respectiva abreviatura do modelo. Tonalidade ou matriz é o que identifica o nome da cor que cada objecto transmite ou reflecte. É expressa em graus, variando entre 0º e 360º. A cada matriz corresponde uma graduação específica: 0ºou 360º corresponde à matriz vermelha, 60º corresponde à matriz amarela, 120º corresponde à verde, 180º corresponde à ciano, 240º corresponde à azul, e 300º corresponde à matriz magenta no círculo de cores. Saturação corresponde à vivacidade ou pureza de uma cor, e expressa em forma de percentagem, variando entre 0% e 100%, a quantidade de cinza que uma cor possui, em que 100% corresponde a uma cor totalmente pura. Brilho corresponde à intensidade da luz numa cor, sendo expressa sob forma de percentagem, em que 100% corresponde a uma cor altamente iluminada.

       Modelo YUV - é um modelo de cores utilizado para  transmissão analógica de video (em sistemas PAL e NTSC na transmissão em televisão), em que a imagem de um video ou de uma cor é codificada em função da percepção humana, usando a componente luminância, que se refere ao brilho da imagem, sendo designado por Y; a crominância destina-se as restantes componentes, UV, e referem-se à diferença entre as cores. É um modelo que pode ser transformado em RGB, uma vez que são semelhantes, através das seguintes equações:
Exemplo: para uma imagem de video em tons de cinza, as componentes R', G' e B' tomam os mesmos valores, do que resulta valores de cromância nulos e valor da luminância igual ao das componentes.


Fig.9 Exemplo de uma aplicação
do modelo de cor LAB.
     Modelo LAB - ao contrário do modelo RGB, o modelo LAB é independente do dispositivo, ou seja, a cor não é afectada com a mudança do tipo de dispositivo utilizado, mantendo assim a cor consistente. É um modelo que se baseia na forma de como a cor é detectada pelo olho humano, sendo composto pelo factor luminosidade e por dois eixos de cores: um varia entre a cor verde e magenta, e o outro entre a cor azul e amarela, em que ambos variam entre os valores -120 a 120. Este modelo é aplicado no programa Photoshop, de modo a converter um modelo de cor noutro, por exemplo, para converter uma cor do modelo RGB para o modelo CMYK, é necessário converter primeiro deRGB para LAB e só depois de LAB para CMYK.

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Fontes

       Uma fonte tipográfica, ou apenas fonte, é um conjunto de caracteres tipográficos com o mesmo desenho ou atributos e podendo também ter o mesmo tamanho.  As fontes podem representar letras, números ou símbolos e são armazenadas em ficheiros, contendo informações sobre as suas características físicas que determinam a forma como serão visualizadas no ecrã e a forma como serão impressas em papel. Cada fonte é identificada por um nome próprio e classificadas de acordo com a sua família. Sendo assim, uma família tipográfica é um conjunto de fontes que têm as mesmas características estilísticas elementares, no entanto podem ser representadas com variações de largura, altura, espessura e de outras características. 
Fig.1 Família tipográfica com serifa (Times)
e família tipográfica sem serifa (Hélvetica).
       Existem duas grandes famílias, que são as famílias tipográficas com serifas e as famílias tipográficas sem serifas, que constituem o principal sistema de diferenciação de letras. A principal diferença entre elas é que as letras com serifas têm pequenos traços e prolongamentos no fim das hastes de cada letra, sendo mais usadas em blocos de texto, visto que as serifas tendem a guiar o olhar através do texto; enquanto que as letras sem serifas não têm esses prolongamentos, motivo pelo qual são usadas em títulos e chamadas, visto que, ao contrário das famílias tipográficas com serifa, estas valorizam cada palavra individualmente, tendo assim um maior peso e presença para os olhos por parecerem mais "limpas". As duas famílias mais conhecidas que representam cada tipo são o Helvética e a Times (Fig.1).


       Características das fontes
Fig.2 Representação de fontes com caracte-
rísticas distintas e com os vários estilos.
       Cada tipo de fonte contém um determinado conjunto de características, tais como: o desenho, o tamanho, o espaçamento e a largura dos seus caracteres, assim como os estilos, entre eles: o itálico, o negrito e o negrito itálico. (Fig.2) A unidade de medida do tamanho de uma fonte é o ponto (pt), ou seja, aproximadamente 0.3528mm. Existem apenas dois tipos de fontes: bitmapped e escaladas e são utilizados para reproduzir um determinado texto no ecrã ou na impressão. Estes tipos de fontes são semelhantes em termos de concepção relativamente ás imagens correspondentes: imagens bitmap e vectoriais.

 
       Fontes bitmapped 
Fig.3 Representação de dois tipos de fontes
bitmapped: Courier e MS Sans Serif, respectivvamente.
         Este tipo de fontes são armazenadas como uma matriz de pixéis, o que representa uma desvantagem, pois ao serem ampliadas perdem qualidade. Se uma impressora não suportar este tipo de fontes, estas não podem ser impressas, pois são concebidas com uma resolução e um tamanho específicos para uma impressora específica. Existem assim cinco fontes bitmapped: Courier, Small, MS Sans Serif, MS Serif e Symbol.


     Fontes escalada
       Este tipo de fontes são definidas matematicamente e podem ser representadas em qualquer tamanho, ou seja, ao contrário das fontes bitmapped, estas podem ser ampliadas ou reduzidas sem perder a qualidade das suas formas. Estas fontes contêm a informação necessária para permitir construir os seus traços através de linhas e curvas que ao serem preenchidas apresentam um aspecto de formas continuas. Para este tipo de fonte existem apenas três fontes: Type 1, TrueType e OpenType.

    Type 1- foram desenvolvidas pela Adobe, sendo o formato nativo do PostScript, ou seja, foram dimensionadas e concebidas, cumprindo padrões específicos de qualidade que foram estabelecidos na indústria gráfica, para trabalhar com dispositivos PostScript, tais como impressoras. As informações são guardadas em dois tipos de ficheiros: o PFB, que contém a informação relativa aos contornos dos caracteres, e o PMF, que contem informações relativas à métrica da fonte impressa.

Fig.4 Representação de dois tipos de fontes
escalada do tipo TreuType: Baramond e Bitstream Vera Sans Mono.
    TrueType- foram criadas pela Apple e, posteriormente, a Microssoft também contribuiu no seu desenvolvimento, concorrendo desta forma com as fontes desenvolvidas pela Adobe. Cada fonte contem o seu próprio algoritmo capaz de converter as linhas de contorno em bitmaps, sendo assim, são fontes que podem ser ampliadas ou reduzidas sem perder qualidade e são impressas como aparecem no ecrã. Como este tipo de fontes não é compatível com o código PostScript, é necessário uma conversão para fontes Type 1, causando assim uma desvantagem, visto que a impressão fica mais lenta e com alguns erros. As suas informações são guardadas num ficheiro com extenção TIF, e como exemplo deste tipo de fontes temos a Baramond ou a Bitstream Vera Sans Mono.

    OpenType- este tipo de fonte é uma "ponte" entre as fontes referidas anteriormente, pois foram criadas pela Microssoft e pela Adobe com o objectivo de melhorar  a portabilidade e a independência dos documentos entre diferentes plataformas, sendo fontes legíveis e transparentes em todos os tamanhos e compatíveis entre Macs e Windows. Como exemplo, temos as fontes Arial, Times New Roman, ou Courier New.


    Tipos de Letra
       Times New Roman- como referido anteriormente, é uma família tipográfica serifada que foi criada em 1931 e, actualmente, é um dos tipos de letra mais conhecidos e usados muldialmente, pois possui uma excelente legibilidade, permitindo a sua utilização em todo o tipo de documentos. O seu criador original foi Victor Lardent, que foi aperfeiçoando os seus desenhos durante um longo periodo de tempo até chegar ao resultado final que hoje conhecemos, e possui esse nome, pois foi criada para o uso do jornal "Times" e é uma releitura das antigas tipografias clássicas, "New Roman".
 
       Garamond- tal com a "Times New Roman", a Garamond também é um dos tipos de letra mais conhecidos e usados mundialmente. Foi criada em 1530 pelo francês Claude Garamond, que deu assim origem ao nome do tipo de letra. Actualmente, é alvo de várias derivadas, no entanto, as famílias tipográficas inspiradas na Garamond diferem da original em vários aspectos ligados ás suas características. A maior parte destas versões encontram-se disponíveis para computadores digitais e, tal como a "Times", é muito utilizado na composição de texto corrido por possuir uma boa legibilidade.

       Arial- como já analisamos, é uma família tipográfica sem serifa que foi criada em 1982 por Robin Nicholas e Patrícia Saunders no Reino Unido. É uma fonte padrão, ou seja, possui um conjunto de fontes derivadas da Arial Regular, ou apenas "Arial". A Arial é alvo de várias críticas entre os designers gráficos, visto que surgiu para concorrer com a fonte Helvetica, considerando-na assim como uma "cópia inferior da Helvetica", no entanto, elas são apenas semelhantes, pois apesar de ser inspirada no desenho da mesma fonte que serviu de inspiração para a Helvetica (Akzidenz Grotesk), a Arial possui alterações quanto á sua forma e espaçamento entre as letras, tornando-a mais legível nos monitores em diversas resoluções.

       Papyrus- foi criada em 1982 por Chris Costello, que desenhou este tipo de letra todo à mão durante um periodo de meio ano. O objectivo de Costello era criar um tipo de letra com características da caligrafia usada há 2000 anos atrás, atribuindo-lhe toques próprios da caligrafia humana, tais como; arestas, curvas irregulares e altos traços hiorizontais, conferindo-lhe uma certa elegância. Tal como as fontes referidas anteriormente, a Papyrus também possui uma variante, a "Papiro EF Alternativas", que possui poucas alterações relativamente à fonte de origem.

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